Conheça o conceito de Pink Money

Marketing agora! - Por Zé Abramo

01/12/2020

Por Priscilla Thevenet*

Você já deve ter notado que é uma tendência global, construir ações e estratégias com foco no consumo ideológico. O conceito se refere as marcas que apoiam causas sociais e éticas, e que impactam diretamente o seu consumidor.

São as marcas que trabalham a condição humana de forma natural e integrada a sua proposta. Nada de consumo pelo consumo. Vender apenas, já ficou para trás.

Dentre alguns conceitos famosos temos o Black Money, usado para caracterizar o incentivo aos negócios criados ou geridos por pessoas negras, em uma maneira de apoiar e reafirmar a posição de empresas comandadas por essas pessoas.

O Green Money, que se refere a produtos ou serviços que têm preocupações ecológicas atreladas a sua produção/circulação. E o que será objeto da coluna de hoje, Pink Money.

Esse termo caracteriza a comercialização de produtos que visam alcançar o público LGBTQI+.

Vamos falar sobre diversidade?

Falar sobre diversidade nunca foi tão fundamental! Em meio a situações de ódio e preconceito, é crucial mostrar que não existe anormal, existe diferente de você.

Por isso incluir, o diferente, faz diferença para trabalharmos o respeito ao outro e a dignidade.

Impacto Social

Mas calma lá, que não é apenas falar que seu produto tem foco no público LGBTQI+. O consumo ideológico está no impacto social gerado pela sua campanha. O consumidor busca observar resultados reais, ele espera que o pós-venda tenha significado e impacto.

Contudo, temos uma questão que deve ser analisada. Trabalhar com campanhas que envolvam assuntos e questões sociais sérias, não devem ser construídas com leviandade. Não é só porque está “na moda”, incluir pessoas trans como modelos de roupas íntimas (vide campanha da Calvin Klein), que devo fazer igual.

Sua marca, deve ser genuinamente preocupada e ligada a essas causas. Sem hipocrisia ou foco, apenas, em vendas.

Algumas marcas, são famosas defensoras da diversidade e integram essa comunicação de forma orgânica e interessante. Quem nunca ficou entusiasmado com as respostas certeiras da Netflix (Xô preconceito), e com a sua programação extremamente eclética.

 

Esse é um exemplo de marca que inspira e causa empatia. É isso que todos devem perseguir, construir marcas humanas e que agreguem ao mundo.

Afinal, o marketing também pode ser ferramenta de transformação. É só ser pensado para isso.

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