Porque criar campanhas inclusivas e humanizadas

Marketing agora! - Por Zé Abramo

09/03/2021

*por Priscilla Thevenet

Com tudo que tem acontecido no mundo, não só levando em conto a COVID-19, uma coisa é certa: as marcas não podem fechar os olhos, nem devem deixar de usar sua voz.

O protagonismo das redes sociais durante o Grande Isolamento evidenciou ainda mais problemas como o racismo estrutural ao redor do mundo, os altos índices de violência contra a mulher, seja em forma de assédio ou agressão, e a urgência do investimento em desenvolvimento sustentável.

Frente a isso, é papel do marketing pós-pandemia incluir em suas agendas ações que ajudem a dar visibilidade a causas relevantes.

Diversidade

É preciso pensar em diversidade e representatividade nos rostos que estampam produtos e campanhas. Isso pode incluir apoio a movimentos como Me Too e Black Lives Matter, incentivando as novas gerações a se preocuparem com a construção de uma sociedade saudável.

Fica evidente que marcas focadas apenas no puro e simples consumo perderam espaço há muito tempo.

É urgente e necessário, o envolvimento das marcas em causas sociais/culturais e que conversem diretamente com seus públicos.

Pessoas confiam em pessoas, não em marcas!

É o momento, também, de nos conectarmos realmente com as pessoas, priorizando a empatia em nossas mensagens, diversidade em nossos quadros, e posicionamentos precisos em temas fundamentais que são verdadeiramente relevantes para o momento.

Pessoas confiam em pessoas! Por isso, o marketing de influência e o remarketing, cresceram tanto durante 2020.

A ideia é que as marcas recebam indicações pessoais. Assim, elas crescem em credibilidade e confiabilidade, de forma orgânica e melhor ainda, com baixo custo.

Creative Insights

E se o que foi dito até aqui não te convenceu, aqui vão alguns números do estudo “Creative Insights” que corroboram com o argumento:

Quase 90% dos jovens da geração Z — nascidos entre a segunda metade dos anos 90 e a primeira década dos anos 2000 — considera a política importante, 52% compartilham regularmente opiniões sobre o tema nas redes sociais, 62% estão preocupados com questões ambientais, raciais, direitos das mulheres e da comunidade LGBTQI+.

As pessoas mudaram, e consequentemente seu perfil de consumo também. Se apegar ao óbvio e tradicional, não funciona mais. Os tempos mudaram e a evolução é obrigatória para quem não quer ser engolido por outras marcas ou problemas sociais.

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