Trump expulso do Twitter: isso te incomoda?

Marketing agora! - Por Zé Abramo

12/01/2021

por Priscilla Thevenet*

Vivemos tempos difíceis. Não só por causa do COVID-19. Temos visto cenas de intolerância e ódio acontecendo por todo o mundo. Cenas tristes e muitas vezes incitadas por políticos e figuras de poder. Essa coluna não é sobre política, mas vou usar o espaço para refletirmos sobre questões políticas, mas também tem relação direta com privacidade e mídias sociais.

O ex-presidente americano (e como é bom usar o prefixo EX), Donald Trump foi banido permanentemente do Twitter. Trump conseguiu entrar para a história, como o primeiro político estadunidense a ser expulso da rede.

Seguindo o exemplo, também estão o Facebook e Snapchat, que bloquearam as contas de Trump.

A reação desses gigantes das redes, corrobora com uma das maiores tendências do marketing em 2021, marcas ligadas verdadeiramente ao bem-estar social. Trump usou as redes para difundir discursos de ódio e apologia ao terror. Basta analisar suas mensagens com relação a invasão antidemocrática e grotesca do Capitólio.

A expulsão de Trump dessas redes, reacende um outro debate, até que ponto as mídias sociais podem interferir no que é postado pelos usuários.

Tendências do marketing 2021 é o bem estar social.

Esses assuntos são abordados em Privacy is Power (ou Privacidade é poder), o livro da filósofa mexicana-espanhola Carissa Véliz, professora do Instituto de Ética e Inteligência Artificial da Universidade de Oxford.

A filósofa acredita que, “A privacidade é importante porque a falta dela dá aos outros imenso poder sobre nós. Quando outras pessoas sabem muito sobre nós, elas podem interferir em nossas vidas.”

Carissa Véliz

Realmente essa questão é delicada e merece destaque. Concordo que informação é riqueza, e quem tem essas informações tem pleno poder sobre nós. Sobre nossa vida e decisões. Contudo, sou a favor de que determinadas posturas e “opiniões”, não passem despercebidas e sem reação.

Ódio não é opinião. Preconceito não é opinião. Violência não é opinião.

E difundir determinados discursos só faz eles ganharem espaço e força. Como vivo dizendo, figuras públicas exercem uma influência extrema na cabeça de milhares de pessoas. Por isso, elas conseguem plantar ideias que muitas vezes são inimagináveis para muita gente.

Mas reafirmo, isso não é censura. Sou uma defensora ferrenha da liberdade de expressão e democracia. Tenho certeza que um mundo em que se é livre para pensar e falar é um mundo onde se pode respirar aliviado.

Assim passo a palavra ao mestre, Charles Chaplin. Ele, melhor do que ninguém, pode explicar porque o ter que silenciar, ás vezes se faz necessário.

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

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