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Metas da Ciência

Nióbio – o que é e para que serve

por José Roberto Abramo

Nióbio é um elemento químico descoberto pelo britânico Charles Hatchett em 1847, que a princípio o denominou de Columbius. Mais tarde foi rebatizado por Nióbio. É uma das substâncias de mais baixa concentração na crosta terrestre. Chega a 24 partes por 1 milhão.

O Nióbio é usado para dar liga na fabricação de aços especiais, é dúctil, maleável e em pequenas quantidades melhora consideravelmente algumas propriedades mecânicas do aço.

É um dos metais mais resistentes à corrosão e à temperaturas extremas.  Além disto, o nióbio é considerado estratégico, devido à sua presença na fabricação de material bélico, reatores nucleares e equipamentos de transportes.

Assim, seu principal emprego é na obtenção de ligas, especialmente aquelas envolvendo aços de alta resistência que são amplamente utilizados na indústria automobilística e naval - plataformas marítimas - e na construção civil - pontes, oleodutos, viadutos e edifícios.  Também na indústria aeroespacial, o nióbio é amplamente utilizado na produção de superligas que operam a altas temperaturas, e que estão presentes na composição de motores a jato de alto desempenho para fins comerciais e militares.

Uma outra aplicação para o metal seria na produção de ligas supercondutoras, utilizadas em aparelhos de ressonância magnética Nuclear, importantes na área Médica.

Referência: qnesc.sbq.org.br

Desta forma percebe-se a importância estratégica do Nióbio sabendo que supercondutores são materiais capazes de conduzir eletricidade sem qualquer resistência quando resfriados abaixo de uma temperatura especifica; e superligas são ligas metálicas projetadas para operar a altas temperaturas em ambientes corrosivos e oxidantes.

O Brasil é o maior produtor de nióbio do mundo, responsável pela produção de mais de 90% da “produção mundial”.  É também o país que contém as maiores reservas do minério, cerca de 98% do total mundial.

Referências: www.ie.ufrj.br

Por tudo que vimos acima, o nióbio deve ser cobiçado,  afinal 98% das jazidas estão no Brasil e o resto no Canadá, que muito se beneficia e de sua extração e produção, e na Austrália.

Apesar de tudo que foi dito, o nióbio não fornece energia como o petróleo, e tão pouco pode ser comparado ao ouro em valor. O nióbio pode ser sim substituído por vanádio, tântalo e titânio. Desta forma, é sim um metal precioso que poderia ajudar muito na economia brasileira, mas não é também isto tudo que as mídias espargem por ai. No entanto, se temos e é estratégico, é justo que possamos ganhar dividendos com sua produção.

Quem produz o Nióbio no Brasil

As empresas responsáveis pelas minas são a CBMM (brasileira), do grupo Moreira Salles, e a Anglo American (estrangeira) são as duas grandes produtoras de nióbio no País, operadoras das minas de Araxá e de Goiás, respectivamente.

Existem acusações de que o nióbio é subfaturado e que o Brasil não consegue ganhar a fortuna devida pelo minério, já que é praticamente o único país que o detém em larga escala.

Assista ao vídeo abaixo que traz mais explicações, incluindo a química do Minério, e saiba mais.

Bons estudos!

Referências para estudo mais aprofundado, inclusive sobrea a polêmica de subfaturamento:

tecnicoemineracao.com.br

sistemas.dnpm.gov.br

opovoquemmanda.blogspot.com.br

qnesc.sbq.org.br

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