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Crônicas

Pequeno conto (nada) incomum.

por Tiago Sarmento

Teve Júlia. Depois teve Letícia. Teve Priscila, quando estava na quarta série: o primeiro beijo. Teve Paula, o amorzinho de infância. Teve Laura, a psicopata. Teve Dora, aquela que teve só um encontro em 2006 mas que, de alguma forma, fora significante. Teve “fulana”, que não lembrava o nome, mas o sexo fora sensacional. Teve Didi, Deia e Camila. Teve Mariana. Teve Mariana 2. Teve Marinas 1, 2 e 3. A 4 bateu na trave. Aline, quase teve. Quem teve foi Luquinha, seu antigo desafeto do ensino médio. Isabela poderia ter se tornado a mulher de sua vida, mas era casada. Logo depois, veio outra Letícia. E outra Paula. E outra Kamila, mas essa era com K e tinha pêlos nas axilas. Queria ter tido Fernanda, antes do suicídio. Poderia ter tido Ana, não fosse o encontro no dia que o seu time perdeu a final do campeonato. Da faculdade, conservara um carinho especial por Lu, mas ela nunca o quis. Teve Flávia, teve Mariana 3 – a bipolar -, teve Francileide, Geneveve e Khellye, o trio nonsense. No intercâmbio, teve Chris, Vera e Julie, francesas, branquelas e com sorriso malicioso. Lá também teve François, mas como preferia mulheres, só deu um beijo pra experimentar; não curtiu a barba (mas bem curtia quando tinha Lucas_18, gato_45a_25cm, morenoalegria19cm e casado_safadinho na sala de bate papo do UOL se travestindo virtualmente de mulher). Teve Dani, a que fingira estar grávida; e Natália, a que forçou a barra. Teve Poliana pelo Whatsapp, Hanna pelo mIrc e Pâmella, que jurava ser mulher, no chat do Terra. Teve Priscila de novo. Teve Giuliana, que a mãe detestava; teve Taís, que a mãe amava, mas que a vida passou rápido demais para acompanhar. Teve Gi, a que ainda tem o nó atravessado na garganta, assim como Giulia, que terminou de forma covarde (ela) e desesperada (ele). Não dava sorte com a letra G, pois Grazi também o tratara pior que inseto invadindo a casa. Ficou com ele só pra fazer ciúmes num promoter tatuado de balada alternativa. Teve a que esqueceu o nome numa rave. Teve Cida nas férias em Búzios, por 2 dias. Teve Thalita, por 2 horas, antes dela vomitar o Jaggermeister. Também não deu sorte com a 4ª Mariana. Andressa quase deu certo, e ninguém sabe por que não continuaram. Fabiana também foi um bom romance. Imaginário, mas foi bom.

Amou todas elas – e François – com uma verdade única e singular, intensamente enquanto duravam suas fantasias e devaneios.

De verdade, teve pouquíssimas delas, carne-a-carne, tèt-a-tèt.

Hoje está noivo de Sheila, que nunca teve.

 

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