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Retrospectiva 2017: como foi o ano no mundo dos esportes

por Hellen Garcia

2017 foi um ano surreal não só na política, mas também foi doido no mundo dos esportes. Entre escândalos, explosão de felicidade e despedidas, muitos fatos chamaram a atenção de torcedores nas quadras e campos... e também fora das arenas, viu. Separamos uma lista com os fatos que mais nos marcaram nesse ano muito louco.

Retrospectiva 2017: como foi o ano no mundo dos esportes

#Chape

O cenário esportivo teve ao longo do ano de 2017 muitas oscilações, dentre elas, a eliminação da Chapecoense da Copa Libertadores da América após uma escalação irregular. Com o episodio que ocorreu em 2016, a queda do avião com toda a equipe do Chapecó, os meninos acabaram virando os queridinhos do Brasil, de certa forma muita gente estava na torcida por eles no campeonato, mas infelizmente não foi desta vez.

Cadê meu cinturão?

Outro fato que chamou minha atenção foi José Aldo que não conseguiu recuperar o cinturão dos pesos penas, após perder a revanche para Max Holloway. José Aldo sempre foi um dos nomes do Brasil no UFC, porém estava vindo de algumas derrotas e essa era uma grande oportunidade de mudar a imagem ruim que ele acabou carregando durante este ano.

Ano difícil para o Flamengo

A derrota do Flamengo na Copa Sul Americana para o Independente com Maracanã lotado, os torcedores que já estavam cantando o hino da vitória, tiveram que amargar o gosto de uma derrota, o que só veio a confirmar um ano melancólico para o time.

Doping

Tivemos muitos casos de dopings em várias áreas do esporte, futebol, crossfit games e no UFC Anderson Silva, o “Spider” foi notificado pela segunda vez pela Agência Antidopagem dos EUA, por uma possível violação às substâncias permitidas no Ultimate. Embora o caso esteja sendo investigado, isso pode ser o fim da carreira de Spider. É triste ver grandes profissionais como Anderson Silva passando por momentos tão ligados após construir uma história brilhante. Lamentável!  

Violência dentro e fora dos gramados

Nossos olhos testemunharam ao longo deste ano muitas cenas de violência no esporte, infelizmente ainda estamos reféns da má administração e do uso das torcidas organizadas para gerar mais violência e insegurança dentro e fora dos estádios. Um balanço triste é que até setembro deste ano tivemos nove torcedores mortos dentro ou fora dos estádios, cinco deles em clássicos, estes dados são do professor e sociólogo Mauricio Murad, da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), no Rio de Janeiro.  E aí cabe a pergunta, até quando vamos ser reféns de nossas próprias escolhas? Se os jogos de uma torcida só estão funcionando, sinceramente eu não posso afirmar afinal o que se controla dentro do estádio, não está sendo controlado fora. Porém, uma festa tão bonita e alegre perde a graça quando ouvimos apenas um hino ser cantado. Lutamos tanto para termos democracia e agora jogamos nossos direitos no lixo e abrimos espaço para armas, socos, pontapés e assassinamos nosso direito de vestir a camisa daquele que consideramos nosso time de coração.

Tricolor gaúcho é campeão, tche!

Mas muitas coisas boas ocorreram em 2017e tivemos muitos destaques entre eles reforço a boa atuação do Grêmio, que jogou com raça e conquistou após 22 anos a taça da Copa Libertadores da América. O que vai garantir um ano bem agitado para o time, que em fevereiro já começa disputando a Recopa contra o Independente- ARG, campeão da Sul Americana. Outro destaque vai para o Corinthians que garantiu o título do Brasileirão na 35º rodada do campeonato em cima do Fluminense. O time fez um bonito durante todo o primeiro turno onde não obteve nenhuma derrota.

Brasil nas quadras

O Brasil conquista o quinto título da Copa do mundo da Seleção Brasileira masculina de vôlei na Copa dos Campões de voleibol masculino, segundo título conquistado pelo grupo sob o comando do técnico Renan Dal Zotto. A equipe feminina de vôlei conquistou o vice-campeonato da Copa dos Campões disputada no Japão. Ambos tiveram um grande desempenho e mais uma vez escreveram o nome do Brasil na história do voleibol.

Os mais rápidos

Fazendo uma breve retrospectiva no cenário mundial, não posso deixar de mencionar a hegemonia da Mercedes que conquistou com Lewis Hamilton o título de campeão Mundial da Fórmula 1 no México. O piloto que foi eleito o melhor de 2017, venceu seu quarto título mundial garantindo o tetracampeonato. Embora a fórmula 1 para muitos brasileiros tenha perdido um pouco a graça depois de Ayrton Senna, fico a pensar, se ele naquela época fazia tudo aquilo, imagina hoje com toda a estrutura, velocidade e desempenho dos carros? Será que se ele estivesse entre nós, a Mercedes levaria mais essa?  E por falar em velocidade, o Justin Gatlin deixou Usain Bolt para trás e ganhou medalha de ouro na disputa dos 100 metros do mundial de atletismo. Porém o norte americano também teve seu nome apontado em um caso de doping que será investigado.

Os melhores do mundo

Cristiano Ronaldo ganhou o prêmio de melhor do mundo da Fifa pela 5º vez, e agora está igual a Lionel Messi em eleições como melhor do mundo. Neymar teve votação também para ser o The Best do mundo, porém ficou em terceiro lugar. Não posso deixar de destacar que Zidane foi eleito o maior treinador, embora com todas as polêmicas que acompanham o ex-jogador, concordo que Zinedine Zidane fez um excelente trabalho no Real Madrid-ESP o que o levou a  conquista do Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões.

Na onda do surf Tyler Wright se consagrou bicampeã consecutiva do mundial de surf feminino. Considerada a rainha do surf em 2017, a australiana abriu ainda mais a porta do esporte no país.

Vergonha fora das arenas

Como a palavra chave deste ano foi “corrupção”, não poderia deixar de mencionar a corrupção na Fifa, fraudes, lavagem de dinheiro, subornos entre outros crimes mancharam a tão inabalável Federação Internacional de Futebol. Muitos já foram presos, mas tem muito desdobramento para ocorrer durante 2018.  

Valeu, feras!

Algumas aposentadorias marcaram também este ano, rerecente ou não, o meio campista de Orlando City  Kaká se despediu dos gramados. Felipe Massa da fórmula 1 também pegou carona e se despediu após não realizar uma temporada pouco expressiva durante o ano., Zé Roberto, lateral esquerdo de Real Madrid, Paul Pierce campeão e MVP da NBA, Lugano, zagueiro, um dos maiores ídolos do São Paulo, Francesco Totti, um dos maiores ídolos da história da Roma, Xabi Alonso, volante, que teve passagens pelo Liverpool, Real Madrid entre outros clubes, também foram nomes que se despediram de suas atividades em 2017.

Traçando um paralelo entre o que esperavamos do cenário esportivo e o que esperamos para 2018, podemos usar as palavras dedicação, comprometimento e paz. Gostaríamos de ver bons profissionais fazendo jus ao salário que recebem. Trabalhando com garra, vestindo as camisas de fatos de seus clubes, afinal trabalhamos e nos mantemos em nossos cargos, por sermos bons naquilo que nos propomos a fazer, por isso, o comprometimento em todas as áreas faz toda a diferença. E em ano de Copa do Mundo, tudo que esperamos como brasileiros é ver paixão, raça e muita dedicação em campo. Pra frente Brasil!

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