A natureza do ser humano é ser individualista e egoísta, afinal, desta forma garantimos nossa sobrevivência. Mas o altruísmo e a empatia podem colaborar e muito para a vivência em sociedade organizada. É o que abordamos no Tá na rede de hoje: o altruísmo.

Essa dedicação abnegada ao outro parece ser um comportamento contrário a evolução natural e a luta pela vida. Dessa forma os cientistas e estudiosos da vida humana tentam explicar como o senso moral pode ter evoluído por meio da seleção natural.

No nosso último vídeo ao falarmos sobre empatia, colocamos a questão de nos colocarmos no lugar do outro, se quisermos de fato ver como seus olhos veem.

Fazendo assim, podemos sentir na pele como o outro gostaria de ser tratado e, assim, seríamos altruístas.

A sociobiologia procura explicar como certos comportamentos foram moldados pela seleção natural, sugerindo que os comportamentos sociais do mundo animal, incluindo o humano, teriam uma base genética.

Em uma experiência, Eric Frank, da Universidade de Würzbur da Alemanha observa formigas que avançam e vão tentar se alimentar de uma porção de cupins. As formigas mais fortes abrem caminho nos troncos ocos, as menores agarram os cupins. Os cupins estão vivos e se defendem, naturalmente.

Os ataques aos cupins costumam acabar em amputações violentas: para se defender, os cupins se agarram às patas das formigas até arrancá-las. Mas ninguém fica para trás. Logo uma equipe de resgate aparece para carregá-la de volta ao formigueiro. As que procedem ao resgate cuidam dos ferimentos das outras, e o fato é que isto garante 90% de sobrevivência.

Um terço da colônia é de formigas que já sobreviveram a estes ataques e tiveram um de seus membros nestes ataques, demonstrando que as veteranas são importantes para garantir o sucesso da atuação.

 

Produção e edição: Vai Ali (vaiali.com)

 

Apresentação: José Roberto Abramo